Do lado esquerdo do peito
Eu sou adepta das camisetas fofas e engraçadas. Amo, tenho várias. De filmes, com o gato Félix maquiado como o Kiss, com a estampa de saco de padaria ("Feito com Amor"), da Mulher Maravilha, a clássica "como é bom ter amigos"... Todas elas fazem sentido para mim. Elas significam algo, seja porque alguém lembrou de mim e me deu de presente ou porque eu vi e precisei comprar, mesmo elas me custando os olhos da cara. Mas não é desse tipo de camiseta que eu pretendo falar hoje. A pergunta da semana que não quer calar é: por que cargas d´água as pessoas usam camisetas com frases cujo significado não conhecem?
Hoje de manhã, no caminho para o trabalho, uma mulher já beirando os quarenta ostentava no peito a expressão "teen club". Me questiono o motivo de uma jovem senhora com filhos alardear por aí que pertence ao "clube dos adolescentes". Será que é por seus filhos já serem adolescentes e ela pertence a uma confraria de mães de adolescentes? Ou será que ela está tendo uma adolescência tardia e resolveu adorar o RBD e cantar músicas do KLB para se sentir mais moça?
O mesmo se dá para camistas ostando a marca em letras garrafais: uma linda blusa com ótimo caimento e estampa de bom gosto não precisaria dos dois "C" entrelaçados para provar que é de qualidade. Coisa que acho cafonéééérrimo é camiseta Tommy Hilfiger. São todas iguais, com suas listras vermelhas, azul marinho e branca, e com a marca escrita gigantesca no peito e nas costas. Bolsas Louis Vuitton também não me enchem os olhos - as da Victor Hugo, uma imitação Tabajara LV, deveriam ser incineradas em praça pública. Se esses itens citados forem de camelô, pior ainda! O mesmo não vale para o símbolozinho do cavaleiro da Raplh Lauren ou o jacarezinho da Lacoste. São marcas discretas que não pretendem ser esfregadas no nariz de ninguém. Dá para perceber a diferença?
Mas voltando às frases: expressões em inglês são as campeãs. Em lojinhas populares é clássico encontrar alguma roupa legal, mas que carrega uma palavrinha em inglês totalmente fora de contexto que a torna investível (neologismo). Blusinhas com a inscrição "gilrs","yummy", "love", "holiday" e saias com a barra escrita "rock" ou "wild" e coisas do gênero não dá para querer... Camisetas com expressões toscas como "caribbean highway" ou "evolution" também são de querer morrer. A pessoa que usa realmente quer estar numa auto-estrada caribenha? E a menina precisa informar que é uma menina, ou que é saborosa? Garanto que se o dono soubesse o significado do que traz inscrito no peito pensaria duas vezes antes de vestir.
Já ouvi histórias, não sei se verídicas, de pessoas que tatuaram ideogramas japoneses achando que eram palavras como "força", "amor", "saúde" e na verdade não passava de um amontoado de tracinhos. Ou pior, significava algo surreal, como "boi". Será verdade? Bom, se aconteceu com alguém ou não, o que eu sei que presto muita atenção no que digo para o mundo, seja falando, seja carregando no peito ou na pele. "Em boca fechada não entra mosca" é uma boa frase para camiseta. Quem sabe eu não aproveite a idéia, já que é uma de minhas filosofias de botequim preferidas?
Hoje de manhã, no caminho para o trabalho, uma mulher já beirando os quarenta ostentava no peito a expressão "teen club". Me questiono o motivo de uma jovem senhora com filhos alardear por aí que pertence ao "clube dos adolescentes". Será que é por seus filhos já serem adolescentes e ela pertence a uma confraria de mães de adolescentes? Ou será que ela está tendo uma adolescência tardia e resolveu adorar o RBD e cantar músicas do KLB para se sentir mais moça?
O mesmo se dá para camistas ostando a marca em letras garrafais: uma linda blusa com ótimo caimento e estampa de bom gosto não precisaria dos dois "C" entrelaçados para provar que é de qualidade. Coisa que acho cafonéééérrimo é camiseta Tommy Hilfiger. São todas iguais, com suas listras vermelhas, azul marinho e branca, e com a marca escrita gigantesca no peito e nas costas. Bolsas Louis Vuitton também não me enchem os olhos - as da Victor Hugo, uma imitação Tabajara LV, deveriam ser incineradas em praça pública. Se esses itens citados forem de camelô, pior ainda! O mesmo não vale para o símbolozinho do cavaleiro da Raplh Lauren ou o jacarezinho da Lacoste. São marcas discretas que não pretendem ser esfregadas no nariz de ninguém. Dá para perceber a diferença?
Mas voltando às frases: expressões em inglês são as campeãs. Em lojinhas populares é clássico encontrar alguma roupa legal, mas que carrega uma palavrinha em inglês totalmente fora de contexto que a torna investível (neologismo). Blusinhas com a inscrição "gilrs","yummy", "love", "holiday" e saias com a barra escrita "rock" ou "wild" e coisas do gênero não dá para querer... Camisetas com expressões toscas como "caribbean highway" ou "evolution" também são de querer morrer. A pessoa que usa realmente quer estar numa auto-estrada caribenha? E a menina precisa informar que é uma menina, ou que é saborosa? Garanto que se o dono soubesse o significado do que traz inscrito no peito pensaria duas vezes antes de vestir.
Já ouvi histórias, não sei se verídicas, de pessoas que tatuaram ideogramas japoneses achando que eram palavras como "força", "amor", "saúde" e na verdade não passava de um amontoado de tracinhos. Ou pior, significava algo surreal, como "boi". Será verdade? Bom, se aconteceu com alguém ou não, o que eu sei que presto muita atenção no que digo para o mundo, seja falando, seja carregando no peito ou na pele. "Em boca fechada não entra mosca" é uma boa frase para camiseta. Quem sabe eu não aproveite a idéia, já que é uma de minhas filosofias de botequim preferidas?

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