"Os olhos de Maysa eram dois oceanos não pacíficos"*
(*frase de Manuel Bandeira)
Ontem eu conversei com um amigo que disse que adorava sambas tristes. Daí eu falei: ó, então você tem que começar a ouvir fossa. É tudo de bom! Maysa, Tito Madi, Nora Ney... E o Lupi, claro, que o gaúcho fez samba-canção mas samba-canção é irmão da fossa, né?
Nessa linha, Maysa é a minha favorita. Adoro a voz grave, o repertório (que tem músicas de fossa, mas também bossa-nova, inclusive compostas por ela), sua história de vida tumultuada... Nós, meninas que amamos a noite, devemos muito a ela, a Aracy de Almeida, Suely Costa... todas pioneiras na arte de sair na noite, beber... Hoje parece tão normal! Mas imagine no final dos anos 50, para uma moça de uma família tradicional, que casou com um milionário de família mais tradicional ainda, encher a cara por aí. Pois é, os porres da paulista eram famosos, e se agravavam pelo temperamento explosivo dela. Também era uma “mulher que amava demais”; vivia intensamente o que sentia.
A cantora tem histórias famosas. Quando começou a se relacionar como Ronaldo Bôscoli, ele ainda namorava Nara Leão – namoro sério, em casa e pra casar. Conta-se que Maysa começou a ter um caso com ele e aí chamou a imprensa para anunciar... que eles dois iriam se casar! E o cara nem sabia de nada! Anos depois, com Ronaldo já casado com a não menos temperamental Elis Regina, as duas quase se atracaram num bar. Felizmente, o compositor conseguiu separá-las - para sorte da baixinha Elis, porque Maysa era muito maior.
Até morrer num acidente de carro na ponte Rio Niterói, com apenas 41 anos, ela se manteve linda, mesmo bem acima do peso, tanto que seus olhos famosos foram homenageados por Manuel Bandeira.
Dezenas de cantores ao redor do mundo gravaram o hino romântico “Ne me quitte pas”. Mas nenhum como ela. De rasgar a alma.
Ontem eu conversei com um amigo que disse que adorava sambas tristes. Daí eu falei: ó, então você tem que começar a ouvir fossa. É tudo de bom! Maysa, Tito Madi, Nora Ney... E o Lupi, claro, que o gaúcho fez samba-canção mas samba-canção é irmão da fossa, né?
Nessa linha, Maysa é a minha favorita. Adoro a voz grave, o repertório (que tem músicas de fossa, mas também bossa-nova, inclusive compostas por ela), sua história de vida tumultuada... Nós, meninas que amamos a noite, devemos muito a ela, a Aracy de Almeida, Suely Costa... todas pioneiras na arte de sair na noite, beber... Hoje parece tão normal! Mas imagine no final dos anos 50, para uma moça de uma família tradicional, que casou com um milionário de família mais tradicional ainda, encher a cara por aí. Pois é, os porres da paulista eram famosos, e se agravavam pelo temperamento explosivo dela. Também era uma “mulher que amava demais”; vivia intensamente o que sentia.
A cantora tem histórias famosas. Quando começou a se relacionar como Ronaldo Bôscoli, ele ainda namorava Nara Leão – namoro sério, em casa e pra casar. Conta-se que Maysa começou a ter um caso com ele e aí chamou a imprensa para anunciar... que eles dois iriam se casar! E o cara nem sabia de nada! Anos depois, com Ronaldo já casado com a não menos temperamental Elis Regina, as duas quase se atracaram num bar. Felizmente, o compositor conseguiu separá-las - para sorte da baixinha Elis, porque Maysa era muito maior.
Até morrer num acidente de carro na ponte Rio Niterói, com apenas 41 anos, ela se manteve linda, mesmo bem acima do peso, tanto que seus olhos famosos foram homenageados por Manuel Bandeira.
Dezenas de cantores ao redor do mundo gravaram o hino romântico “Ne me quitte pas”. Mas nenhum como ela. De rasgar a alma.

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